Tecnologia de reconhecimento facial pode ser essencial para diagnóstico de doenças raras
Após o sucesso do leitor de impressão digital atrelado aos smartphones, sobretudo dos últimos modelos de iPhone, as empresas de tecnologia estão investindo em outros tipos de optimização de acesso, como é o caso do reconhecimento facial. O iPhone 8, por exemplo, pode chegar ao mercado com essa tecnologia.
A novidade agora é que um grupo de cientistas usou o reconhecimento facial para algo diferente de verificar a identidade de um usuário de um eletrônico móvel. Segundo relata o Engadget, a equipe do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano desenvolveu um método de reconhecimento facial que pode diagnosticar uma condição genética rara chamada Síndrome de DiGeorge.
Mais comum em populações caucasianas, a síndrome é causada pela deleção de um pequeno segmento no cromossomo 22, que leva a uma série de complicações médicas e cognitivas. A condição genética também ocasiona características específicas, como fenda palatina e um formato específico da boca, por isso o reconhecimento facial pode ser tão importante. Atualmente, o diagnóstico requer diferentes exames e é considerado difícil por médicos.
O geneticista médico do NHGRI, Paul Kruszka, diz que as síndromes de malformação humana podem apresentar diferentes características em diferentes partes do mundo e até mesmo clínicos experientes têm dificuldade em diagnosticar estas condições. E é aí que a tecnologia de reconhecimento facial pode ajudar.
A equipe NHGRI estudou as fotografias de 101 participantes com a doença rara de África, Ásia e América Latina. Os cientistas, então, desenvolveram uma tecnologia de reconhecimento facial que foi capaz de diagnosticar corretamente a condição com uma taxa de 96,6% de eficácia. O desafio agora é produzir algo similar para detectar Síndrome de Down.
Fonte: http://www.tudocelular.com/celulares/noticias/n90291/reconhecimento-facial-ajuda-medicos.html